Postagens

Poesia do dia: A história de Elisa

Imagem
Por Armstrong Lemos

A HISTÓRIA DE ELISA
Nascida na várzea, nos campos verdejantes, Não era mulher, Não era santa, nem mensalina, Era apenas Elisa, a doce menina. Em seus sonhos e aspirações, esqueceu a maldade humana e se fez marginal, no pensamento alheio. O tempo quebrou a juventude, O tempo escarneceu a vaidade, O tempo rasgou-lhe a intimidade, e nela não mais se encontrou em plenitude. Era mulher? Era humana? Não sabia. A sua prisão não tinha portas, nem grades, era tão somente os olhos da sociedade e a baixa estima que consumia o seu peito. Era defeito? Tinha jeito? Não sei. Era Elisa. Era um tempo, que se foi às pressas no cronológico, mas em si, a passos mais curtos, pois quando se é dor, o tempo é desacelerado. Era mal tempo? Era indugente? Era para ser urgente? Não sei. Era Elisa, e só ela sabia a dor que sentia. Só ela sabia o peso nos olhos que outrora brilhavam, e que agora eram caminhos de lágrimas vertentes. Era sofrimento demais para um só coração de gente. O tempo passou, ainda não curou o to…

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

Imagem
*Por Armstrong Lemos

São os tempos, novos tempos, tempos de ignorância. Tempos de intolerância. Alguém poderia questionar se são novos, ou velhos tempos, a certeza é que são os nossos tempos. É triste constatar que, apesar da tecnologia e dos avanços da ciência, o homem (sem generalizações) prefere a escuridão, como fora na idade média.
A nossa capacidade de mudar está abafada pelo desejo egoísta da matéria.
Não mais pensamos no todo, mesmo quando a ameaça à vida é latente, como ocorre no meio ambiente, comprometendo as atuais e as novas gerações.
Na guerra da violência, não ponderamos, preferimos o sangue à análise dos seus reais motivos. Somos motivados pela praga das falsas noticias em redes sociais, e aos merchandising´s dos programa jornalísticos sensualistas que após anunciarem tragédias e destilarem ódio, seguem no quadro seguinte, após a hipnótica atenção do telespectador, para o comercial de vendas de suplemento alimentar e outros remédios miraculosos, atingindo o desejo mais im…

Domingo de ramos.

Imagem
Por Armstrong Lemos
Para os cristãos, o domingo de ramos, é a celebração da entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho - o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com o tipo de Messias que Cristo era. Pensava que fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
Jesus, não era um líder político no sentido estrito da palavra. Não era o seu reino, como Ele mesmo dizia, desta terra. Era o reino dos céus. Cristo, na sua missão, veio para ensinar aos homens que a vida não era só a matéria. Que a morte, assim compreendida por diversas religiões, dentre estas as correntes espiritualistas, era apenas uma passagem para um cli…

ABSOLVER O LULA? CABRAL, GAROTINHO E O CIDADÃO...

Imagem
*Por Armstrong Lemos
O advogado maranhense Marcos Lobo, conhecido pela sua altivez no exercício da advocacia, na volta do recesso forense, publicou em seu site pormim.com.br, reproduzido pelo portal nacional brasil247.com, artigo em que pugna pela absolvição do ex-presidente Lula no caso tríplex (com reforma pelo TRF da sentença do juiz Sergio Moro) ao mesmo tempo em que exorta os seus leitores a adentrarem na polêmica saudável do debate dialético. Sem paixões ideológicas ou qualquer deferência positiva ou negativa, o nobre jurista maranhense fez uma alusão necessária à preservação do devido processo legal enquanto princípio basilar do Estado Democrático de Direito. Pela depreensão do que fora sustentado pelo jurista, o processo do Lula está eivado de ilegalidades sustentadas pela defesa e não consideradas pelo julgador de base, que, segundo o advogado, é fruto do exercício de um padrão de condenação moderno do copiar e colar, sustentado em juízo de valor antecipado, fruto de ilações p…

ANO NOVO: BILHETE AOS AMIGOS

Imagem
Caro (a) amigo (a);

Amanhã é um dia novo, de um novo ano. É o nascer de um novo tempo para todos nós.

Claro que, para as nossas perspectivas, nada vai mudar como em um passe de mágica. Mas é o primeiro dia de um lapso temporal necessário para reiniciarmos as nossas metas e desejos, afinal, a luta que é a vida, necessita de pausas e recomeços.

Que neste novo recomeço, a paz, a alegria e a felicidade ( que é um conjunto maior de tudo) sejam constantes em sua vida.

Aqui não são só palavras, são desejos sinceros de que você, que lê esta mensagem escrita por mim, e que, de alguma forma esteve presente na minha caminhada em 2017, receba as boas vibrações do ponto gerador universal: Deus.
Quero aproveitar o momento para fazer algumas considerações rápidas:
Se lhe feri, peço desculpas.
Se, de alguma forma, fui injusto, peço o seu perdão.
Se, de alguma forma, fui luz em seu caminho, lhe agradeço por servir;

Sejamos gratos.  Aprendamos. Que em 2018 sejamos mais felizes!

Um forte abraço do seu amigo,

Armstro…

Ano novo. Um novo ser.

Imagem
*Por Armstrong Lemos
Estamos no final de 2017. Passado o natal, a cidade corre no ritmo dos preparativos para o ano que se inicia. Que venha 2018, com as boas vibrações e realizações. É inegável que esse marco da divisão do tempo – invenção humana que tem por base o movimento de translação da terra – serve para orientar todas as etapas das nossas vidas. Um ano, composto por 365 (trezentos e sessenta e cinco dias) e 366 (trezentos e sessenta e seis dias) quando bissexto, orienta o homem na divisão do seu próprio tempo, realizando e projetando realizações em sua contagem, inclusive fracionada. É sob o ano, nas suas perspectivas, que são lançados sonhos e metas, e sob o mesmo marco, são analisadas as aspirações planejadas no seu início, essas convertidas em frustrações ou satisfações, dependendo do resultado daquele ano findo. É natural que o homem tenha aspirações a cada ano que se inicia e, de forma igual, reavalie a concretização dessas aspirações continuamente, tendo o tempo, que se passo…

Feliz Natal!

Imagem